domingo, 23 de setembro de 2018

Ao contrário do que acontecia com gregos e romanos, muitos guerreiros na Índia Antiga não usavam capacetes de proteção no campo de batalha. Dada a natureza das guerras antigas, partes do rosto dos guerreiros, como orelhas e narizes, tinham uma tendência a ficar seriamente prejudicadas. Para lidar com esses traumas, os médicos hindus realizavam procedimentos que não ficavam devendo em praticamente nada em comparação com técnicas de cirurgia moderna.
Com os ferimentos de guerra, bem como punições severas para crimes menores levando embora os narizes de muitos indianos da época, os cirurgiões locais se tornaram hábeis em realizar procedimentos de rinoplastia. Os médicos especializados cortavam um pedaço de pele da testa do paciente, o qual era, em seguida, dobrado e implantado em cima das aberturas nasais para criar o novo nariz. Eram inseridos tubos ocos para formar as narinas enquanto o paciente se recuperava da operação. Cirurgias bem-sucedidas no nariz têm sido registradas desde o ano 500 aC.
Um procedimento mais horripilante, porém capaz de salvar vidas, era uma forma de sutura que os cirurgiões indianos empregavam. Costurar uma ferida intestinal ou abdominal era especialmente complicado naquela época porque o tradicional esquema de agulha de costura poderia perfurar e danificar ainda mais os órgãos feridos, impedindo a cura e abrindo espaço para uma infecção. A solução? Formigas bengali.
Elas mordem qualquer coisa que tocam com mandíbulas que mais parecem grampeadores de escritório. Os cirurgiões juntavam as partes do órgão danificado e cuidadosamente liberavam as formigas para morderem a região. Este processo funcionava exatamente como os modernos grampos cirúrgicos de hoje em dia. O médico, na sequência, cortavam os corpos das formigas, deixando as mandíbulas no corpo do paciente. No decorrer do tempo, o sistema imunológico da pessoa lentamente absorveria as mandíbulas, à medida que fosse se recuperando do ferimento.

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